A empresa liderada por Pedro Cardoso aposta na formação do seu capital humano. Nestes últimos quatro anos esta foi a política adoptada por esta mediadora que atribuiu cerca de 1000 horas de formação entre a área técnica e do incentivo ao seu grupo de trabalho
Quando é que a Pedro Luís Cardoso – Mediação de Seguros, S.A. foi constituída ?
Pedro Cardoso – A empresa, com tal designação. Tem somente cinco anos de vida. No entanto, a marca funciona enquanto angariador desde 1987. Posso acrescentar que, até esta data, passamos todos os estágios que havia a passar: angariação, mediação enquanto empresa limitada e agora transformada em sociedade anónima. Foi um começo, enquanto marca, complicado já que estávamos confinados à seguradora onde trabalhava, mas com o evoluir da carteira de clientes houve uma altura em que tive de tomar uma opção. Lembro com alguma saudade o ano de 90, em que me reorganizei e foi a partir desse ano, com um investimento volumoso, nomeadamente em informática, que demos o verdadeiro salto!
Como tem evoluído a empresa?
PC – Enquanto empresa e desde 1999, tem vindo a crescer a um ritmo elevado, em média 25% ao ano, não só em termos de prestação de serviços como em número de clientes e até nos seus resultados antes de impostos. Há no entanto, uma excepção que é no número de trabalhadores ao serviço, que se tem mantido em três, no entanto, há tarefas não técnico-comerciais que são feitas em regime de outsourcing, como é o caso da contabilidade, introdução de dados e informática, o que provoca uma aceleração nos resultados da empresa, provocando com isso que o “break even” fosse atingido no segundo ano de operações, ou seja, em 2001.
O seu passado como segurador foi importante para os níveis alcançados?
PC – Claro que sim, nomeadamente nas operações do dia-a-dia. É muito profícuo para todas as partes a forma de expor do risco a segurar, nomeadamente na transparência e do modo como é feita e apresentada, ou seja, sabemos perfeitamente o que o cliente pede, o que nós propomos e o que a segurado espera de nós!
Que importância confere à formação?
PC – Desde a primeira hora que consideramos a formação essencial para a nossa empresa e para o seu desenvolvimento, e a empresa são as pessoas, o seu capital humano, e se temos esse capital temos de investir nele, por isso na PLC, no nosso planeamento de tesouraria anual, está sempre considerada uma verba para exclusivo da formação de todos os nossos quadros. Posso adiantar que nestes quatro anos foram dadas por volta de 1000 horas de formação entre a área técnica e do incentivo ao nosso grupo de trabalho.
Na sua opinião, a formação exigida para a aprovação como mediador é suficiente? E a formação contínua?
PC – A formação exigida é só do ponto de vista técnico, o que é essencial, mas não suficiente, pois existem outras áreas como as vendas, recursos humanos, marketing e gestão que têm de ser considerados essenciais, além das próprias actualizações. Não tenhamos qualquer dúvida que, hoje, um licenciado em qualquer área tem de se actualizar, pois, passados um ou dois anos após essa licenciatura, os métodos e as ferramentas que utiliza estão obsoletas, hoje a licenciatura em qualquer área não é mais do que uma licença para se continuar a estudar e aperfeiçoar!
Que papel atribui às novas tecnologias enquanto ferramentas de trabalho?
PC – É enorme, de facto estamos na PLC muito apostados nas novas tecnologias da informação que per si permitem uma mobilidade extraordinária, com consequentes resultados em contenção de custos, nomeadamente indirectos, que muitas vezes não são contabilizados, como é o caso do factor homem/hora, despesas de deslocação e ainda o desgaste dos meios envolvidos. Aliás, neste âmbito, fomos convidados, em Novembro de 2002, no âmbito do Fórum Lusitânia, que se realizou em Vilamoura, a proferir uma pequena palestra sobre a mobilidade para os nossos congéneres presentes, onde demostrámos em tempo real a eficácia dos meios que estamos a utilizar na PLC, tendo sido realizado o simulacro de uma venda através de uma pequena videoconferência com o nosso escritório em Lisboa, e com os meios existentes, tendo bastado dois vulgares pc, duas câmaras, dois microfones e uma linha telefónica analógica.
No que diz respeito à mediação em concreto, pensa que há o risco de desintermediação com a generalização das novas tecnologias, designadamente a Internet?
PC – Penso que não. O mediador ou corretor vem cada vez mais sendo considerado uma mais-valia para o cliente e para as seguradoras. Repare que, evolutivamente, temos vindo a assistir a uma quantidade de tarefas nos serem delegadas pela própria industria, envolvendo os portais das seguradoras e com isso uma redução de custos com o pessoal das mesmas, por outro lado, o mercado empresarial começa a procurar mediadores profissionais não só em termos de prémios como na assessoria gratuita do “risk management”. No entanto, temos de evoluir ainda mais e melhor e saber que trazemos aos nossos clientes e parceiros de negócio uma mais-valia considerável não só ao nível técnico como também financeiros.



Leave a comment