Pedro Luís Cardoso, após 12 anos de carreira numa Companhia de Seguros, decidiu abandonar a mesma, e formar uma sociedade de mediação, a Pedro Luís Cardoso – Mediação de Seguros, Lda., afirma ter uma paixão pelos Seguros e demonstra um optimismo contido em relação ao futuro.
Entrevistador
Ao fim de 12 anos porque é que decidiu sair de um lugar que era uma situação “cómoda” e decidiu por uma actividade de risco, ou seja, estabelecer-se por conta própria?
Pedro Cardoso
No mundo em que vivemos o risco das empresas, embora não fosse o caso, abrirem e fecharem começa a ser um dado adquirido, senão vejamos, há pouco menos de 6 ou 7 anos ainda assistíamos aos “downsizing” nas empresas à tal filosofia do “small is beautiful”, proliferavam então as micro empresas, hoje assistimos exactamente ao inverso – fusões e as aquisições – por esse facto o risco de nos estabelecermos ou não, deriva de factores de estabilidade que tenhamos ao longo dos anos adquirido como sejam: experiência, conhecimento e capital necessário para nos estabelecermos, no meu caso pessoal penso que essas três premissas foram conseguidas pelo que este aliciante projecto teria de ser posto em prática.
Entrevistador
Mas sabemos que ao longo dos anos foi fazendo alguma carteira…
Pedro Cardoso
É verdade, fui fazendo carteira ao longo de todos estes anos, sabe, comecei por ser um angariador de “vão de escada” quando comecei a actividade de angariador, uns amigos cederam-me uma pequena lojinha, que era mesmo num “vão de escada” em S. João do Estoril, comprei uma máquina de fotocópias e um computador, tudo em 2ª mão, e comecei então a trabalhar a minha carteira, foi um bom começo, muito embora com as dificuldades próprias de se estar só a trabalhar com uma Seguradora. Estive lá ainda durante 2 anos, após isso, aluguei uma sala num Centro de Escritórios em S. Pedro do Estoril posição essa que se irá manter conjuntamente com o escritório em Lisboa recentemente inaugurado e que é a sede da nossa empresa.
Entrevistador
Mas não foi aí que começou a sua carreira na industria seguradora?
Pedro Cardoso
O meu primeiro contacto com a industria foi através de uma empresa multinacional que operava em Rent-a-Car, onde cheguei a responsável do departamento de seguros e sinistros, realmente foi aí que tive o primeiro contacto com a industria e acho que foi “paixão à primeira vista” !
Entrevistador
Porque é que abriu o escritório de Lisboa e não continuou na “linha”?
Pedro Cardoso
Os nossos clientes estão basicamente em Lisboa, será por isso mais fácil e mais rápido estando perto deles, independentemente de todas as tecnologias informáticas que vamos por ao serviço do próprio Cliente, por outro lado, os nossos fornecedores também lá tem as suas sedes e é aí que se decide. O escritório de Lisboa faz parte de uma política de expansão imediata, enquanto S. Pedro do Estoril irá manter o papel que até aqui tem vindo a desempenhar, até porque já começa a ser bastante conhecido e já há algum hábito, por parte dos clientes, em lá ir tratar dos seus assuntos.
Entrevistador
O que é que vos vai diferenciar dos vossos concorrentes, e qual o mercado alvo?
Pedro Cardoso
O primeiro dos nossos valores corporativos põem o cliente como o centro de toda a atenção, pelo que, a excelência do serviço é para nós o factor primordial nas nossas operações do dia a dia, quer ao nível produtivo quer ao nível técnico. No que respeita ao mercado alvo, numa primeira fase serão as PME e os individuais, muito embora tenha-mos consciência dos custos operacionais que este tipo de mercado inicialmente acarreta mas é, de certo modo, estável e fiel, como será óbvio não escoramos a hipótese de ter clientes de uma outra dimensão, aliás já temos alguns…
Entrevistador
Como vê o Mercado Segurador?
Pedro Cardoso
Em franca expansão, e com um potencial de crescimento ainda elevado, estamos muito longe da saturação…
Entrevistador
E como é que vê a Industria?
Pedro Cardoso
Tende a estabilizar, as recentes fusões quer de sociedades mediadoras quer de Correctores e de Seguradoras está, a meu ver, em fase de conclusão, muito embora possa ainda haver casos pontuais. É meu parecer que os grandes Grupos já tomaram as posições que inicialmente se proponham estando agora mais preocupados na reorganização interna derivada das fusões e aquisições efectuadas. Sou ainda de opinião que, depois de este processo concluído, ficaram a operar em Portugal menos de metade das Companhias que actualmente existem bem como o numero de mediadores e correctores que tendem a desaparecer com a tão esperada nova Lei da Mediação.
Entrevistador
Aspira a marcar presença no espaço Europeu?
Pedro Cardoso
Bom, nós estamos a começar agora, mas confesso que num futuro próximo isso possa acontecer, nomeadamente na vizinha Espanha, é uma questão de oportunidade e de tempo, tenho esse objectivo na minha mente, mas a nossa preocupação imediata é a Excelência do serviço prestado e no crescimento sustentado no Mercado Português.
Entrevistador
E em Portugal deseja abrir outros escritórios?
Pedro Cardoso
É óbvio que sim, esse já será um objectivo de médio prazo, nomeadamente a Norte e Centro do País…




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